terça-feira, 20 de novembro de 2007

Dia 5 - Segundo dia da viagem - Segunda-Feira

INÍCIO 7:25 h FINAL 17:45 h
ODO ini 9107 ODO final 9159
RT 4:18:45
AVG 11.9
MAX 48
DST 51.72

Um novo dia está surgindo e com ele as agruras de uma estrada que é realmente muito difícil, mas que esconde belezas indescritíveis.



Rio límpido e muito bem conservado, na área indigna.


Aconteceu aquilo que eu temia nos meus piores pesadelos.
A corrente da Emília quebrou e eu não tinha levado a ferramenta para consertar corrente, mas se por um lado a situação era apavorante, por outro os Deuses estavam dispostos a me proteger e a corrente quebrou justamente num ponto em que havia uma casa no alto de um morro e ai pedi para o homem que me observava, para ele me arrumar um prego e um martelo.
Ele desceu e praticamente não sabia falar português, era um índio e a casa não era isolada e sim tinha toda uma aldeia lá.
Ele Auro me ajudou a consertar a corrente.
Na vida além de competência precisamos contar com uma boa dose de sorte e certamente que eu sou um homem de muita sorte.



O índio Auro e sua filha e as coisas do baú espalhadas. É que desmontei o baú para facilitar o conserto da corrente.



Uma das muitas aldeias indígenas que encontrei ao longo do caminho.

Nesta foto dá para vocês terem uma pálida idéia do que é essa estrada.



Um mergulho inclinado e lá em baixo uma ponte de madeira em que a distância entre as tábuas é mais do que suficiente para quebrar a roda da bicicleta. Notem a pedra solta, se tocar nela é chão na certa.

Após muitas subidas e descidas em estrada de terra de péssima qualidade e condição, eu finalmente cheguei em uma localidade chamada de primeiro do Cassipore, tomei um bom banho, lavei a minha roupa, jantei (R$ 7,00) e pela primeira e única vez, armei a minha barraca de camping. No outro dia acordei, desmontei a barraca, preparei a Emília e sentei o pé na estrada.



1º de Caissiporé, neste local eu passei a minha segunda noite e montei pela primeira e única vez a barraca de camping.

Nenhum comentário: